segunda-feira, 18 de julho de 2016

TUTORIAL TRAJE MASCULINO 1570-1600


INTROITUS



A Santa Liga surgiu entre os países mais católicos da época favorecendo o Vaticano na luta contra os turcos otomanos sendo que em 1571 obtiveram significativa vitória na batalha de Lepanto. Devido ao avanço do Estado Islâmico, eu decidi vestir um traje 1570-1600 remontando à Santa Liga no VI PVSP. O segundo motivo de minha escolha foi o IV Centenário de William Shakespeare e Miguel de Cervantes (1616-2016).







O traje em si não foi dificultoso, porém longo. Necessitei de três dias para fazer a trunk hose...


Antes de mais nada, como era a moda no fim/ segunda metade da Renascença?






A.  ELIZABETHAN TOP HAT 




Originalmente um fedora simples que eu já tinha, desses que pode-se adquirir por vinte reais em lojas populares de acessórios.


1. Primeiramente o chapéu foi usado propositalmente ao contrário para parecer uma cartolas. Peguei uma corrente de pedrarias que já tinha desde 2012 e costurei essa corrente em alguns pontos estratégicos do chapéu.

2. Costurar as abas laterais no cilindro do chapéu.




3. Colocar a pluma em uma das laterais. No meu caso, eu fiz as costuras dos passos 1 e 2 à mão porque julgo impossível fazer na máquina. E as plumas eu não preguei. Elas foram encaixadas no orifício que sobrou na lateral. Porque para transportar é preferível retirar as plumas.

4. É conveniente que a aba frontal fique inclinada para baixo alongando a peça e isso se obtém fazendo um ponto na fronteira entre chapéu e aba frontal.

5. Outra possibilidade é arrancar as abas como no chapéu abaixo:





Esse tutorial poderia ser testado também com uma cartola....






B. CAMISA 

Escolhi uma camisa creme bem larga que foi adquirida num bazar paroquial justamente para esse fim e a escolha de uma camisa deve levar em consideração o caimento da gola porque golas duras ficam em pé favorecendo o rufo. Eu não coloquei rufo na gola, mas pretendo fazer isso no traje.


Foram colocadas rendas nos punhos. Embora o formato rufo tenha ocorrido também nos punhos, essa parte do vestuário sempre foi mais discreta. Recomenda-se também fazer pregas simples e pequenas. Não é um babado tipo rococó e sim um "acabamento"









C. RUFO



Esse talvez não seja o melhor tutorial de um rufo, mas vamos lá. A melhor renda para esse trabalho seria a renascença, mas a guipir eu já tinha e eu nunca consegui comprar a renascença. Como ela é cara, eu comprei um pacote por R$48,00 em 2014, mas não tinha usado. Quanto à fita de cetim, quanto mais larga, melhor. E a medida? Eu medi meu pescoço e dupliquei a medida.


1. Eu usei o lado opaco da fita aparecendo. Deveremos fazer pequenas pregas na renda costurando na ponta da fita. 


2. Agora fazer pequenas pregas na fita de cetim 







3. Instalar um fecho traseiro. Geralmente usa-se colchete. Eu preferi usar velcro porque tenho sobrando. 




D. MEIAS E SAPATO




É a mesma meia-calça que usei em 2014, tamanho único, preço bom, roxa. 2014 foi o último ano das grandes compras, o sapato vermelho Ferracini fora comprado em junho na Romão.




E- CAPA 







Vamos à capa lateral sem a qual o terno jamais seria um terno. O jacquard foi cortado num quadrado sendo que a fita métrica sai do meio do peito, contorna o antebraço e chega no centro das costas, é conveniente deixar alguns centímetros para fazer uma prega no ombro. Depois eu revesti a barra por fita de gorgorão que também foi utilizada para fazer a alça que a mantém no corpo. Mas eu não fiz um fecho de velcro (retira-se e coloca-se pela cabeça) e essa  é outra modificação que farei. 


É uma capa lateral, havia capas corporais como a de Filipe IV mostrada acima no item 1.



F. DOUBLET 



foto de Valdeir Netto


Em modelagem de corset da Josette Blanchard em 2013. É o mesmo que utilizei no Chá de 2013 provando a possibilidade de repetir peças. Embora tenha espaço para gravata ele foi concebido para usar na Era Elizabethana, porém eu nunca tinha usado para tal fim.




G. TRUNK HOSE

É uma peça tão difícil de customizar que acho preferível modelar uma bermuda. Mas como não entendo muito de modelagem, optei por pregar filó sobre uma bermuda que eu iria jogar fora. Essa parte eu não fiz fotos e sei o como seria melhor se as fotos existissem, mas eu as perdi. Tentarei descrever logicamente.


1. Primeiramente você precisa decidir a altura e volume da trunk hose sendo que a peça da foto era uma bermuda mais ou menos assim, um pouco acima do joelho. Se desejar uma trunk hose menor recomendo aqueles shorts de corrida, sem bolso.


2. Decidir se haverá ou não um codpiece. Lembre-se que ele decaiu a partir da ascensão de Elizabeth I ao trono inglês. Eu quis colocar codpiece após fazer tudo e não deu certo. Além do mais, a trunk hose muito volumosa exclui o codpiece.


3. De qualquer forma, esse é o momento de revestir o cavalo da bermuda com o tecido que vai por cima de tudo, no meu caso, escolhi um tafetá roxo R$5,90 o metro na rua Jolie. Comprei dois metros. Essa parte não vai filó ou qualquer volume, exceto se você quiser fazer um codpiece. Essa parte talvez precise ser feita à mão e o que puder na máquina. É difícil e eu não fiz esse passo aqui no 3, fiz depois de tudo e o caimento não me agradou.  



4. O filó utilizado como anágua foi cortado de uma saia de armar (R$5,00 na Igreja de Vila Palmares) porque ao fazer isso eu já cortei o filó modelado, costurado num tecido da saia.


Medidas: eu medi a largura da cada perna da bermuda do mesmo modo que a capa: a fita métrica começa na frente da bermuda, atravessa a lateral e por seguinte atinge o último extremo atrás antes da bifurcação. Altura: Não há problema em o filó ser maior que a bermuda porque ele ficará escondido sob o tafetá, mas não pode ser muito longo. No meu caso, a saia que comprei em 2014 tinha uma camada de filó exatamente na medida de minha bermuda. Repare na imagem abaixo.

























5. A faixa de filó extraída da saia já está pregueada e modelada, basta agora cortar no meio já que estamos fazendo volume numa bermuda e não em uma saia (Bermuda = 2 pernas, bifurcação...). Embora isso seja óbvio, sempre esquecemos... Se você for comprar filó numa loja, necessitará fazer as pregas...


6. Alfinetar o filó na bermuda. Deixe o elástico da cintura livre de costuras o quanto for possível porque ao passar a máquina nessa parte pode acontecer de a cintura ficar justa, apertada porque o elástico vai perder o sentido. Alfinete então o filó 2 dedos após o elástico. Costure, o aspecto vai ficar igual a imagem acima que, aliás, pode servir de base para um pannier (undergarment feminina do séc. XVIII). Amplie a imagem para enxergar melhor. 


7. Agora é necessário revestir a peça com o tecido final. Corte o tecido seguindo a medida da largura de cada perna da bermuda levando em conta que a altura ficou maior graças ao volume. O filó que sobrou é empurrado pra cima. Ao invés de medir com fita, eu coloquei o tafetá em volta e fiz um risco com o giz e cortei. Alfinete o tecido na parte de cima onde começa o filó e onde termina a bermuda. em seguida, costurar delicadamente tomando o devido cuidando para não grudar o tecido de trás da bermuda com o da frente. Outro importante cuidado é preguear o tafetá mas jamais o tecido próprio da bermuda porque você corre o risco de apertá-la. Sempre mantenha o tecido de baixo plano. Abaixo, como ficará a curvatura revestida.






















































Se você quiser fazer uma trunk hose com gorgorão, isto é, aquelas faixas em torno da calça é necessário pregar a fita de gorgorão no tafetá e aí pregar o tafetá na bermuda. Mas não era meu estilo. 




8. As laterais também necessitam ser costuradas no tecido que está no cavalo da calça. É por isso que eu acho muito mais fácil modelar tudo do que customizar já que numa modelagem podemos cortar o cavalo etc etc etc. Ainda não sei qual a melhor forma de se fazer a trunk hose. 



9. Durante o Picnic Vitoriano a trunk hose ameaçava cair já que a bermuda era larga e o filó pesou e não estou acostumado a usar cintura baixa e a calça masculina renascentista precisa ser usada como cintura baixa. Por isso se houver passadores de cinto e a peça não for de elástico ajuda muito.


10. Eu ainda coloquei um passador para colocar o pingente imitativo de rosário.
No item B - Camisa vocês verão a foto. 


11. É possível modelar e costurar uma trunk hose sem o filó e colocar por cima da peça que fizemos.



H. JOIAS



O look quase sem joias.





O século XVI celebrou a intensa ornamentação de joias nas roupas. Homens usavam correntes e cruzes. Quanto mais longas e largas forem essas correntes, melhor. Uma cruz e uma corrente do mesmo tom ornam bem com a proposta.


CONSIDERAÇÕES FINAIS



O tutorial acima auxiliará os cavalheiros para o Chá das Cinco na Era Tudor que muito provavelmente ocorrerá dia 11/12. Quanto a cores, um terno do período costuma ser monocromático (trunk hose, gibão e capa na mesma cor); vermelho, preto, branco,  amarelo e dourado foram, grandes cores do período. Quanto a estampas, flores grandes servem para as trunk hose e para os vestidos. Novas postagens serão feitas sobre a moda do séc XVI para auxiliar nossos convivas.



Rommel Werneck






domingo, 3 de julho de 2016

COMO CHEGAR AO PARQUE DO IBIRAPUERA?




Assim como nosso primeiro evento, o convescote de julho de 2012 também será na Serraria do Parque do Ibirapuera cujo acesso mais próximo se dá pelo portão 7 e 8 (Avenida República do Líbano) e 6 (Avenida Quarto Centenário)

A serraria no mapa (repare nos portões).



 Listo as estratégias e percursos a partir de cada ponto da cidade:




A-) ESTAÇÃO DE METRÔ SANTA CRUZ


Primeiramente, ignore o site da SP Trans, o trajeto proposto lá é estranho, desconsidera totalmente os trechos básicos a pé. Oras, se você estiver em frente ao metrô Santa Cruz você pode andar até a rua Loefgreen (do outro lado da rua ou na Pedro de Toledo que também fica perto) e lá embarcar num ônibus... 

Faça justamente isso. O ônibus abaixo passa na Pedro de Toledo e deixa na Quarto Centenário, pertinho do portão 6.


775V-10 - RIO PEQUENO/Metrô Santa Cruz - Direção: Rio Pequeno.
A cada 20min passa um.








Também é possível embarcar nos ônibus:


5103-10 MOEMA/ Term. Sacomã
476A-10 TERM. STO AMARO/ Ipiranga
e similares que cortem a Indianópolis (descer nesse ponto). 

Essa opção é para quem não se incomoda em ir a pé e pretende comprar algo no Pão de Açúcar próximo...

Pode não parecer, mas esses trechos a pé não são a mesma distância para quem sai de um extremo do parque à serraria. No entanto, indo a pé até os portões ideais você não se perde como dentro do parque. Numa avenida Indianópolis todos sabem onde fica a Avenida Rep. do Líbano, mas dentro do parque ninguém conhece a Serraria, com exceção dos funcionários do parque.

MAPA:


Há outros ônibus que saem da Pedro de Toledo para o parque porém é para os outros portões. 



B-) TERM. PRAÇA DO CORREIO, TERM. PRINCESA ISABEL E JARDINS

Região bem centralizada. A linha 509J-10 JD. SELMA/ Term. Princesa Isabel passa nos dois terminais e deixa exatamente no portão ideal (Avenida Rep. do Líbano).

Essa mesma linha também passa na Nove de Julho, portanto, nas proximidades da Avenida Paulista.





C-) SANTO AMARO


Do Terminal você pode embarcar no ônibus 5300-10 - TERM. PQ. D. PEDRO II/ Term. Santo Amaro descer na esquina da Avenida Ibirapuera com a República do Líbano e ir a pé ou pegar qualquer ônibus que vá pela avenida.



 D-) OUTRAS LOCALIDADES


A melhor alternativa é se dirigir ao centro e seguir A ou embarcar no metrô e seguir B.

Se tiver dúvidas de como chegar, contate-nos picnic_sp@yahoo.com.br ou nos procure no facebook.



sábado, 21 de maio de 2016

VI PICNIC VITORIANO DE SÃO PAULO: TODAS INFORMAÇÕES





É com alegria quer convidamos todos para nosso maior evento anual. 
O VI Picnic Vitoriano São Paulo será no dia 03 de julho de 2016, domingo.

Informações sobre o grupo e perguntas frequentes



1- Detalhes da Programação:

Foto da Serraria do Parque Ibirapuera:




 






12h - Estaremos na Serraria do Parque. 
Recepção dos convivas, discurso conciso da organização do evento sobre Revivalismo e o grupo PVSP
13h- Abertura do evento e convescote
15h - Nosso tradicional sarau, leve suas poesias e músicas
16h - Jogos e Brincadeiras
18h - Encerramento


2- Regras e Normas do Evento:
Para uma melhor imersão na prática revivalista e uma viagem no tempo mais prazerosa, é essencial que alguns detalhes sejam levados em conta. Não deixe isso para segundo plano, todos os detalhes são importantes.

Sobre os utensílios adequados, veja com atenção essa postagem:

Guia de utensílios domésticos para eventos

Copos e guardanapos descartáveis são proibidos. Incentiva-se que as pessoas levem copos e taças de vidro, guardanapo em tecido, cestas de vime etc... Bebidas alcoólicas estão proibidas.

Dicas sobre os alimentos:
Guia de Mantimentos


Sobre comportamento e etiqueta, leia também os links:
Eiqueta Vitoriana para picnics
Regulamento do evento

3- Dresscode:
Como sempre é obrigatório, porém muito amplo.
No campo histórico: 
  • Idade Média;
  • Renascimento;
  • Barroco;
  • Rococó;
  • Diretório, Império e Regência;
  • Romantismo;
  • Era Vitoriana;
  • Era Eduardiana e Primeira Guerra Mundial
No campo das releituras e estilos revivalistas: 
  • Lolita/ Ouji;
  • SteamPunk;
  • Romantic Goth;
  • e Inspirações nas épocas acima.


    Dúvidas sobre o que vestir, dúvidas sobre a moda específica de cada período, acesse a sessão HISTÓRIA DA MODA. Esse blog parceiro conta com posts específicos descrevendo a moda de cada período histórico.
    Confiram também nossos TUTORIAIS e consulte nossas lojas parceiras: ADQUIRA TRAJES.

4- Fotógrafos:

Permitida a presença de fotógrafos e imprensa mesmo sem dresscode. Apesar que é de bom tom usar ao menos um traje social.
Também pedimos que cadastrem-se nesse tópico do nosso grupo. Convém lembrar que para participar do grupo no facebook é necessário ser amigo do nosso perfil.


5- Como chegar?



 Os portões 6 e 7 são os acessos mais próximos.



6- Lojas Patrocinadoras:
Acesse AQUI















7- Apoio:

Real Gothic Brasil
História da Moda
Meu Ser Desigual
'Stamos Kilts
Moda de Subculturas
Poesia Retrô
São Paulo Antiga


8- DÚVIDAS: 

picnicvitorianosp@gmail.com



Facebook


Essa postagem poderá sofrer modificações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

PEÇAS FEMININAS PARA O PRÓXIMO EVENTO



Escolher um traje compreende pensar no seu uso estético seguindo, obviamente, as linhas históricas propostas pelo evento. Mas é possível possuir um pensamento prático e verificar se esse novo traje também não tem a versatilidade de ser readaptado ou recombinado várias vezes, formando novos looks. Sendo assim, as sugestões simples e práticas dessa postagem não se referem a um evento específico, pois aqui teremos peças versáteis que poderão ser frequentemente reutilizadas em outras ocasiões.

Peço desculpas pela qualidade das imagens. Amplie as imagens.




LONGAS SAIAS CIRCULARES










No plural mesmo porque com várias saias dessas é possível obter um bom volume para certas épocas. Saias que estiveram em moda da Renascença ao Rococó, de 1830 até 1917.  



LONGAS SAIAS JUSTAS OU EVASÊ

Saias longas, mas com volume contido e estratégico. As saias projetadas para trás são Eduardianas, as retas são da década de 10 e as bem justas, como a cinza, são adaptáveis aos anos 30 (você pode vê-la melhor AQUI). Mas a grande realidade é que elas podem ser adaptadas facilmente a vários períodos sem parecer que seu traje é repetido. 



BLUSAS E CAMISAS




A Era Eduardiana é a mais fácil de reproduzir por sua estética tão transformadora em poucos anos. A camisa social feminina branca é uma peça que serve de base para customização de quase todas as épocas. Com uma tesoura você pode fazer um decote redondo no ombro, eliminando a gola, como foi moda na Idade Média, no Barroco e na Era Vitoriana. Um decote quadrado lembrará as Eras Tudor, Georgiana e Vitoriana. A camisa com a gola intacta serve para as Eras Elizabetana e Eduardiana. Mesmo após fazer os decotes é possível cobri-lo com um fichu, readaptando novamente a peça. As blusas de babados certamente combinam com a Era Eduardiana, mas com a dica dos decotes podem ser convertidas em Rococó. 


Mesmo a camisa social masculina de corte reto pode ser reaproveitada para as décadas de 10 (com a saia de cintura alta) e 20 (cintura baixa). A blusa transparente e rendada da foto se encaixa nessas opções. Há muitas blusas de rendas em lojas populares. A última peça da montagem é incrível! Ela é de tecido sintético e pode ser usada tanto num evento revivalista (e aí inclui-se o estilo Steampunk) como no cotidiano. Ela pode ser vista melhor AQUI



ANÁGUA DE FILÓ

Ninguém está pedindo para você comprar uma crinolina ou um vestido de debutante, mas uma anágua, ainda que de volume médio, serve para todas as épocas volumosas com ligeiras adaptações. Uma saia armada horizontalmente de balé servirá para a Era Elizabetana, uma segunda saia armada menor servirá como crinolina.... Para se ter uma noção, um conjunto de cerca de 3 anáguas um pouco mais amplas que essa da foto saiu por cerca de 15 reais na Igreja do Padre Rubens (Vila Palmares na Diocese de S. André). 



VESTIDO IMPÉRIO























Apenas um vestido império pode servir de base para todas as épocas de cintura abaixo do busto. O ideal é que esse vestido seja branco ou preto, que são cores neutras e de alcinhas (talvez um pouco mais largas que o da foto).
Dê preferência ao decote quadrado porque ele foi mais aceito historicamente e é mais adaptável. Você pode acrescentar mangas longas e pesadas e uma gola Bertha (como as últimas medievais se vestiram), mangas longas e bufantes (como as italianas renascentistas), mangas curtas e menos bufantes (como as heroínas de Jane Austen), você pode acrescentar uma saia longa, como cintura império, se o comprimento permitir (lembre que as napoleônicas e brasileiras mostravam mais as pernas) ou acrescentar somente mangas curtas ou longas transparentes/rendadas e um robe com uma fita também império (como as tripulantes do Titanic) ou fazer um bolo de noiva no cabelo (como as sessentistas que também eram fãs da moda império faziam). Olha quanta coisa um vestido império pode fazer! 


CASACO LONGO

Um longo casaco pode fazer maravilhas e por essa razão quanto mais simples ele for, melhor ainda. Quanto mais mínima uma peça é, mais adaptável ela pode ser. Diante desse raciocínio, um sobretudo masculino é capaz de fazer muitas coisas. A peça acima tem abotoamento lateral tipicamente Late Edwardian/ Roaring Twenties, mas se o fecho for no meio e uma pele for costurada ele se torna Early Edwardian. Se fecho no meio e fita de cetim abaixo do busto, temos o redingote império. Se fecho no meio, mas uso sem abotoar, com gola Bertha e manga morcego: Late Medieval.










ACESSÓRIOS

Mantilhas rendadas são curingas desde o séc. XVI, porque cobrem a cabeça das mulheres em atividades religiosas, então é um exemplo de algo que serve para muitas épocas.
O bonnet foi utilizado do Império até 1860. Broches são extremamente versáteis também.
Calçados: sapatilhas são a opção mais flexível, mas botas também são úteis. 


Viram como é possível vestir-se bem gastando pouco e aproveitando peças do dia-a-dia? Na próxima postagem abordaremos as peças masculinas para o próximo evento.





Rommel Werneck


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